COMO A SUA INTERNET WSP CHEGA NA SUA CASA

Que a fibra ótica revolucionou as telecomunicações todo mundo já sabe. Não é à toa que a WSP Telecom, como tantos outros provedores de internet, não comercializa mais internet via Rádio ou satélite e trabalha para implantar a internet fibra em todos os locais onde não há, porque sabe que o serviço não é sempre satisfatório para a empresa, muito menos para o cliente. 

Isso porque a internet de rádio, por exemplo, sofre muita interferência. Como o sinal é  transmitido por torres normalmente instaladas em lugares altos, a conexão chega através de uma antena que capta esse sinal das torres, mas chuvas e ventanias podem provocar queda de conexão. 

Antes de você saber como a internet fibra óptica chega em Santarém, é essencial entender 
o que é a fibra óptica e como ela funciona. Fique conosco nessa leitura, afinal, entender como a internet chega na sua casa pode fazer toda a diferença na hora de contratar esse serviço.

O que é

Nada mais que uma estrutura de filamentos flexíveis que transportam luz . Isso mesmo, luz. 
O interior do cabo da fibra óptica contém núcleo de filamento de vidro, revestido por um material isolante de ondas eletromagnéticas. 

Essa mesma luz que atravessa o cabo leva dados e que se refletem por todo o interior, o que permite que você assista séries, vídeos, aulas online, etc. 

A fibra óptica da WSP

Quando um provedor de internet investe em fibra óptica ele busca uma grande operadora que tenha o serviço mais confiavel e estavel do mercado.  A WSP, por exemplo, compra seu link em Brasília e transporta pela Eletronorte.

A Eletronorte que transporta os links para todas as localidades que constam no mapa a baixo. “A WSP tem uma sala ao lado da Eletronorte onde está instalado nosso roteador. Neste roteador fechamos as sessões com as operadoras em Brasília e, a partir dali, sai uma fibra que é interligada ao Switch da rede Eletronorte”, esclarece o gerente de TI da WSP, Rodrigo Zaminhan. 


De acordo com Rodrigo, a fibra óptica passa por todas as cidades que vem no sentido de Brasília até o oeste do Pará: Altamira, Uruará, Rurópolis, Itaituba, Santarém.

A fibra passa em Tucuruí, Marabá, vem ao longo da Transamazônica, chega até Rurópolis e entra na BR-163 sentido Santarém. Há outro cabo que segue no sentido sentido de Itaituba, levando fibra óptica para o sudoeste paraense. 


 “A WSP compra o transporte para trazer a fibra óptica por todo esse caminho. É uma rede muito extensa, são mais de 5 mil km de rede e numa distância dessa é preciso ter equipamentos para amplificar sinal para atender toda área, que são amplificadores ópticos”, completa. 

O que acontece quando a internet “cai” ou fica instável? 

Na maioria das vezes, o problema vem de muito mais longe e não depende de um conserto imediato. Diante de tamanha distância entre o ponto de partida da fibra óptica até Santarém, quando há um problema como rompimento de fibra em algum ponto desse trajeto, todos os pontos do mapa (foto) que são atendidos sentem o reflexo, isto é, a queda ou falha na internet.

Embora haja aterramento e proteção nos equipamentos que transmitem a fibra óptica, ele tem como base de transmissão o uso de energia elétrica, que eventualmente está suscetível de problemas. Se uma árvore cair e romper um cabo de transmissão de fibra óptica, por exemplo, todas as cidades seguintes que iriam receber aquele link sofrem instabilidade ou queda.

Mas, por que prejudica toda a rede? Exclusivamente porque há apenas uma rede vindo da Eletronorte para a região oeste do Pará. 

Qual pode ser a solução?

Um cabo de fibra óptica deve ter por volta de 24 fibras. A Eletronorte usa em torno de duas fibras para transmitir para a região.  “Então, o que empresas de grande porte podem fazer hoje é comercializar e até trocar fibras que estão sobrando, o que é chamado de Swap, um exemplo que podemos utilizar é: digamos que a Eletronorte tem uma fibra que interliga o Maranhão com o Pará e a Telebras Brasília ao Tocantins a Eletronorte entrega um par de fibra para a Telebras e a Telebras um para a Eletronorte”, explica o gerente de TI da WSP.

Grande entrave

 O grande entrave continua sendo a falta de infraestrutura, como o transporte do sinal. Como os provedores compram o link de diferentes operadores, em geral em Brasília, a única rede de transporte que existe é a Eletronorte. Sendo assim, quando o sinal cai, os serviços são interrompidos e os provedores dependem dos ajustes e do tempo da Eletronorte em encontrar e corrigir o problema.